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A Corte Internacional de Justiça e a Construção do Direito Internacional

Leonardo Nemer Caldeira Brant . Editora CEDIN . 1.292 páginas


Sinopse
Sumário



Sinopse

O Centro de Direito Internacional - CEDIN -, presidido pelo Prof. Leonardo Nemer, é uma entidade que tem como missão estabelecer um diálogo entre o meio acadêmico e a sociedade civil, contribuindo para a promoção da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos e dos valores universais consagrados pelo Direito Internacional.

Como o resultado de um trabalho de mais de quatro anos de pesquisa acadêmica foi lançada em 2005 a obra “A Corte Internacional de Justiça e a construção do Direito Internacional”.

Esta obra busca a compreensão da estrutura da Corte, sua competência e história, contendo, para tanto, um conteúdo de estudo analítico realizado ao longo de mais de 500 páginas e, também, anexos que trazem o resumo traduzido de todos os casos contenciosos e pareceres consultivos já examinados por este órgão.

Ainda, a obra inaugura o movimento editorial do CEDIN, tendo, portanto, dupla finalidade. Por um lado, busca o aprofundamento do entendimento dos instrumentos jurídicos que regem as relações internacionais, por outro, auxilia profissionais e estudantes na realização de suas respectivas vocações.

Neste sentido, a criação de um acervo bibliográfico de qualidade responde ao maior desafio na consolidação de um Direito Internacional moderno no Brasil, contribuindo, de forma definitiva, ao seu desenvolvimento.



Sumário

ÍNDICE

INTRODUÇÃO

PARTE I - AS ESPECIFICAÇÕES DA CORTE INTERNACIONAL DE JUSTIÇA

Capítulo I - O surgimento da jurisdição internacional permanente

Seção I - A Corte Permanente de Justiça Internacional

A - As Conferências de Haya de 1899 e de 1907
B – A Corte Permanente de Arbitragem
C – O artigo 14 do Pacto da Sociedade das Nações e o aparecimento da Corte Permanente de Justiça Internacional

Seção II - A criação da Corte Internacional de Justiça

A - A Conferência de Dumbarton Oaks
B - O Comitê de Juristas de Washington
C - A Conferência de São Francisco
a- A Comissão IV e a redação da Carta das Nações Unidas
b- A Comissão IV e a preparação do texto do Estatuto da C.I.J.

Capítulo II - A constituição da Corte Internacional de Justiça

Seção I - A organização jurisdicional da Corte Internacional de Justiça

A – Os membros da Corte: eleição e mandato
a – O processo de eleição de um membro da Corte
1 – As regras aplicáveis à Assembléia Geral
2 - As regras aplicáveis ao Conselho de Segurança
b - A duraçao do mandato e a reeleição de um membro da Corte

B - A independência e a imparcialidade dos membros da Corte - prerrogativas e impedimentos
a – As prerrogativas de que gozam os membros da Corte
1 – A inamovibilidade
2 – Os privilégios e imunidades diplomáticas
3 – Os períodos de recesso da Corte
4 – A ordem de precedência
b – As vantagens pecuniárias dos membros da Corte
1 – A remuneração dos membros da Corte
2 – As pensões dos membros da Corte
3 – As indenizações devidas aos membros da Corte
c – Os impedimentos impostos a um membro da Corte
1 – A impossibilidade de exercer outra atividade
2 – A impossibilidade de participar de um julgamento

C – O princípio da igualdade entre os membros da Corte e as situações especiais
a – O Presidente e o Vice-Presidente da Corte
1 – A eleição e o mandato do Presidente e do Vice-Presidente
2 – As prerrogativas e funções
b – Os juízes ad hoc
1 – Considerações gerais
2 – Requisitos e procedimento de admissão
c – Os Assessores

Seção II - A organização administrativa da Corte Internacional de Justiça

A – A organização da Secretaria
a – A função judicial
b – A função diplomática
c – A função administrativa
1 – A Divisão Financeira
2 – A Divisão de Publicações
3 – A Divisão de Documentação e a Biblioteca da Corte
4 – A Divisão de Arquivos, de Indexação e Distribuição
5 – A Divisão de Estenografia e Reprodução
6 – As Secretárias dos juízes
7 – A Divisão de Informática
8 – A Divisão de Assistência Geral
d – A função lingüística

B – O Secretário da Corte Internacional de Justiça
a – Os privilégios e as vantagens do Secretário da Corte
b – A eleição e a duração do mandato do Secretário da Corte
c – As funções do Secretário
d – O Secretário Adjunto

C – Os funcionários da Secretaria

D – O orçamento da Corte Internacional de Justiça

Seção III - A organização deliberativa da Corte Internacional de Justiça

A – A Deliberação em Plenário e a Constituição de Câmaras

B - As Câmaras Especiais
a – As Câmaras especiais determinadas pelo Estatuto
b – A Câmara Especial de Meio Ambiente
c – As Câmaras ad hoc
d – A Câmara de Procedimento Sumário

PARTE II - A COMPETÊNCIA DA CORTE INTERNACIONAL DE JUSTIÇA

Capítulo III - A Competência Consultiva da Corte Internacional de Justiça

Seção I - Os critérios de aceitação da petição consultiva

A - A Competência Ratione Personae dos Procedimentos Consultivos

B - A Competência Ratione Materiae dos Pareceres Consultivos

Seção II - O Processo de Apreciação de um Parecer Consultivo

A - O Princípio da Competência da Competência e o Exercício Discricionário do Direito de Proferir ou Recusar uma Demanda de Parecer Consultivo

B - A Apreciação e a Deliberação das Alegações das Partes - O Procedimento Consultivo

C- A Elaboração, a Redação e o Proferimento do Parecer Consultivo

Seção III - As Cláusulas que tornam obrigatório os Pareceres Consultivos

A- Os Julgamentos de Revisão das Sentenças dos Tribunais Administrativos Internacionais

B- O Efeito Obrigatório dos Pareceres Consultivos Advindos de Cláusulas Jurisdicionais

Capítulo IV - A jurisdição contenciosa da Corte Internacional de Justiça

Seção I - O consentimento como requisito ao estabelecimento da competência da Corte Internacional de Justriça

A – O encaminhamento acordado de um determinado litígio à principal jurisdição internacional
a – O compromisso como manifestação do consentimento
b - O forum prorogatum
c - O artigo 38 paragrafo 5 do Regulamento da Corte

B – A Cláusula compromissória prevista em tratados ou convenções internacionais

C – A Cláusula facultativa de jurisdição obrigatória

Seção II - A competência ratione personae da Corte Internacional de Justiça

A - Apenas os Estados podem ser partes litigantes no contencioso junto à C.I.J.
a – O alcance da competência ratione personae da C.I.J. atinge a quase totalidade dos Estados
1 - Os Estados membros das Nações Unidas
2 - Estados que não são membros das Nações Unidas, mas partes do Estatuto
3 - Estados que não são partes do Estatuto da Corte
b – As condições pelas quais a Corte poderia demandar informações às Organizações internacionais referentes à solução de uma controvérsia a ela encaminhada

B – A proteção diplomática exercida pelos Estados permite que as pessoas privadas tenham seus interesses apreciados em um contencioso junto à C.I.J.

Seção III - A competência ratione materiae da Corte Internacional de Justiça

A - A C.I.J. é competente para julgar controvérsias tanto de natureza política, quanto jurídica
a – O apelo à Corte não é subsidiário ao esgotamento dos mecanismos políticos de solução de controvérsia
b - A distinção entre conflitos políticos e jurídicos e a competência ratione materiae da C.I.J.

B – A competência ratione materiae e o direito aplicado pela C.I.J.
a - A Corte Internacional de Justiça aplica as fontes diretas do direito internacional conforme o artigo 38§1 do seu Estatuto
b – O papel da jurisprudência no desenvolvimento e na evolução do direito internacional

PARTE III - O FUNCIONAMENTO DA CORTE INTERNACIONAL DE JUSTIÇA

CAPÍTULO V - O Desenvolvimento Processual do Litígio Contencioso na Corte Internacional de Justiça

Seção I - âmica do processo contencioso na Corte Internacional de Justiça

A – As alegações iniciais
a- Os elementos constitutivos da demanda na Corte Internacional de Justiça
1 - A identificação da causa petendi
2 – A identificação do petitum
b- A delimitação do alcance e do sentido da demanda
1 - A capacidade de interpretar a conclusão das partes
2 - A Corte deve responder à demanda, mas não possui o dever de dar satisfação a todos os argumentos avançados pelas partes

B - O processo de convicção da Corte Internacional de Justiça
a- A organização dos debates
1 – O procedimento escrito
2 - O procedimento oral
b- A determinação dos fatos – A prova

C- A deliberação da Corte
a- A forma de elaboração da sentença
b- A constituição da deliberação
c- Opiniões individuais e dissidentes

Seção II - A formação do litígio jurídico internacional - Os acidentes processuais

A - As exceções preliminares
a- Exceções preliminares de incompetência
b- Exceções preliminares quanto à admissibilidade da demanda
c – O processo decisório e os efeitos da decisão de exceção preliminar

B - As medidas cautelares

C – A intervenção
a – As demandas de intervenção depositadas na C.I.J. em virtude do artigo 62 do Estatuto
b - As demandas de intervenção depositadas na C.I.J. em virtude do artigo 63 do Estatuto

D – Outras formas de incidentes processuais
a- Os incidentes processuais que estabelecem o fim do litígio sem a necessidade de pronunciamento da Corte Internacional de Justiça
b- As demandas reconvencionais

Capítulo VI - A Sentença da Corte Internacional de Justiça

Seção I - Os efeitos da sentença da Corte Internacional de Justiça

A – A natureza obrigatória da sentença da Corte Internacional de Justiça
a – A sentença da C.I.J. é obrigatória unicamente para as partes litigantes
1 – As consequências que uma determinação jurisdicional pode trazer a terceiros que possuem um interesse ou uma conexão substancial com a lide
2 – A questão de saber se em determinadas circunstâncias excepcionais a decisão da Corte poderá ter um efeito erga omnes.
b - A sentença da Corte Internacional de Justiça é obrigatória unicamente no que diz respeito ao caso em questão
1 - A liberdade dos membros da Corte diante de um precedente jurisdicional
2 – O pronunciamento indireto sobre a situação jurídica de um terceiro

B – A natureza definitiva das sentenças da Corte Internacional de Justiça
a - A Corte Internacional de Justiça não deve ser compreendida como instância recursal
1 - O artigo 87 do Regulamento e a possibilidade de reenvio especial de um caso contencioso à Corte
2 - A reanálise de uma sentença arbitral
3 - A reanálise de uma decisão de um tribunal interno
b - A interpretação de uma sentença da Corte Internacional de Justiça
1 – As condições impostas ao acolhimento da demanda de interpretação
2 – Os limites e a finalidade da decisão de interpretação
c – O processo de revisão de sentença na Corte Internacional de Justiça

Seção II - A execução da sentença da Corte Internacional de Justiça

A – A obrigação de executar a decisão da Corte Internacional de Justiça
a- A execução das decisões da C.I.J. é normalmente de natureza espontânea
b - Os limites e o alcance da execução da sentença da Corte Internacional de Justiça

B – O recurso à coerção na execução das decisões da C.I.J.
a - O mecanismo coercitivo se aplica unicamente nas sentenças de mérito
b - Contra medidas e formas alternativas de forçar a execução da sentença da C.I.J.
c - O acance do artigo 94, parágrafo 2, da Carta das Nações Unidas

BIBLIOGRAFIA
Anexo
A - Resumo das decisões e opiniões consultivas da Corte Internacional de Justiça
B - O Estatuto da Corte Internacional de Justiça


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